O risco está no sistema — ou na forma como o sistema se observa?
O risco está no sistema — ou na forma como o sistema se observa? Por Victor Nazareth Nas organizações, falamos de risco como se ele fosse uma propriedade do sistema. Algo que pode ser identificado, calculado e controlado. Mas o risco realmente está no sistema — ou na forma como o sistema aprende a enxergá-lo? Talvez possamos explorar essa pergunta observando como diferentes atores percebem uma mesma situação. Imagine uma mesma decisão sendo observada dentro de uma organização. Um gerente de operações, que acompanha aquela atividade há anos. Para ele, o processo é familiar. Os riscos existem, mas são conhecidos e administráveis — parte da rotina e, muitas vezes, inerentes à própria entrega de resultados. Agora imagine um auditor, olhando para essa mesma operação pela primeira vez. Ele talvez perceba vulnerabilidades ou improvisações que, para quem vive o processo diariamente, já se tornaram naturais — e até necessárias. Há ainda um terceiro olhar: um executivo distante da operação...