Fragilização da Segurança
Prevenção de Acidentes Maiores e Tragédias: Superando a Fragilização da Segurança com a Engenharia de Segurança Proativa
A fragilização da Segurança nas organizações modernas não ocorre de forma abrupta. Ela é resultado de um processo gradual marcado pelo excesso de propostas teóricas, pela adoção de modelos pouco validados e pela ausência de integração entre segurança e gestão estratégica. Multiplicam-se conceitos, metodologias e discursos inovadores, mas muitos carecem de aplicação prática consistente e de comprovação de resultados. Esse cenário enfraquece a Gestão da Segurança e aumenta a vulnerabilidade das organizações diante de Acidentes Maiores e Tragédias.
Um dos principais vetores dessa fragilização está na ênfase excessiva no chamado erro humano, enquanto falhas estruturais de gestão, cultura organizacional, governança e tomada de decisão permanecem em segundo plano. Assim como consolidado na Gestão da Qualidade — onde se reconhece que a maioria dos problemas está relacionada ao sistema de gestão — a Segurança também precisa ser compreendida de forma sistêmica. Focar apenas nas pessoas é ignorar que decisões estratégicas, pressões por desempenho e falhas organizacionais constroem, ao longo do tempo, o caminho para eventos catastróficos.
Nesse contexto, destaca-se a Prevenção de Acidentes Maiores e Tragédias por meio da Engenharia de Segurança Proativa de Washington Ramos Barbosa. Trata-se de uma proposta estruturada, fundamentada e aplicada em organizações, que busca superar a lógica reativa e fragmentada ainda predominante. Seu diferencial está na abordagem sociotécnica estruturada, que compreende os acidentes como fenômenos construídos por múltiplas interações entre fatores técnicos, humanos e organizacionais.
A Engenharia de Segurança Proativa propõe a Gestão Dinâmica de Riscos, reconhecendo que os riscos não são estáticos. Mudanças tecnológicas, operacionais e estratégicas alteram continuamente o perfil de exposição das organizações. Portanto, prevenir tragédias exige monitoramento permanente, modelagem do fenômeno acidental e fortalecimento das barreiras organizacionais antes que ocorram perdas irreversíveis.
Outro elemento central é a integração da segurança aos Critérios de Excelência da Gestão, inspirados nos referenciais dos Prêmios Nacionais da Qualidade. Essa conexão fortalece a governança, alinha a segurança à estratégia empresarial e consolida práticas validadas e mensuráveis.
A Prevenção de Acidentes Maiores e Tragédias, sob a ótica da Engenharia de Segurança Proativa, representa um avanço estrutural na superação da fragilização da Segurança. Ao integrar teoria validada, prática organizacional e visão sistêmica, estabelece bases sólidas para organizações mais resilientes, maduras e comprometidas com a preservação da vida e a sustentabilidade operacional.
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