Time de Aprimoramento de Operações e Segurança (TAOS) na Central de Resíduos Perigosos em Farmanguinhos, a Fábrica de Medicamentos da Fiocruz

 

Figura

Vídeo

Time de Aprimoramento de Operações e Segurança (TAOS) na Central de Resíduos Perigosos em Farmanguinhos, a Fábrica de Medicamentos da Fiocruz 

O artigo detalha a implementação do Time de Aprimoramento de Operações e Segurança (TAOS) na Central de Resíduos Perigosos de Farmanguinhos (CTM/Fiocruz), utilizando a Abordagem da Segurança Proativa (ASP). O objetivo central foi transformar a gestão de resíduos em um processo dinâmico e preventivo, mitigando riscos de acidentes maiores e otimizando a eficiência operacional.

Metodologia e Ciclo TAOS

A metodologia baseou-se em uma perspectiva sociotécnica, estruturada em um ciclo de seis etapas:

Capacitação: Alinhamento de conceitos de segurança proativa com a equipe.

Diagnóstico: Levantamento multidisciplinar de necessidades estruturais e operacionais.

Validação: Verificação técnica in loco para confirmar dados e identificar falhas críticas.

Plano de Ação: Elaboração de estratégias para correção de infraestrutura e equipamentos.

Execução: Implementação de boas práticas e novas tecnologias.

Monitoramento: Avaliação contínua para retroalimentação do ciclo.

Resultados e Melhorias Estruturais

A aplicação do modelo resultou em avanços significativos na infraestrutura e logística da unidade:

Reorganização Espacial: Criação de novas plantas baixa e de fluxo, com segregação cromática por tipo de resíduo (químico, orgânico, reciclável) e delimitação de áreas de circulação.

Segurança Operacional: Substituição do uso de empilhadeiras a combustão em áreas internas pela aquisição de uma empilhadeira semielétrica, reduzindo riscos de contaminação e acidentes.

Manutenção: Correção de falhas em pisos, canaletas de drenagem e sistemas de sinalização.

Conclusão

O estudo demonstra que a segurança proativa não é um estado estático, mas um processo contínuo de adaptação. A implementação do TAOS em Farmanguinhos validou a eficácia de integrar fatores humanos, técnicos e organizacionais, servindo como modelo para a gestão de riscos em ambientes complexos de alta periculosidade.

Contatos:*

Bruno Rafael Almeida Viana

E-mail: bruno.viana.bio@gmail.com

Washington Ramos Barbosa

E-mail: washington.fiocruz@gmail.com

------

É necessário desenvolver estudos aprofundados sobre grandes acidentes/tragédias, descobri que existem poucos estudos de destaque nesta área, quando desenvolvi minha tese de doutorado, assim como Vaughan em 1999 em um artigo sobre o lado negro das Organizações. É importante compreender como ocorre a Construção Social dos Riscos e congregar as contribuições da Engenharia, da Sociologia e da Psicologia sobre este tema, o Fator Humano/Erro Humano é a ponta do Iceberg, uma proposta neste sentido com o objetivo de Prevenir Acidentes Graves em:

Link do e-book eletrônico da Capacitação da Prevenção de Acidentes Maiores, acesso livre e com mais de 4.000 leituras:

https://www.researchgate.net/publication/376613455_Ebook_Capacitacao_na_Prevencao_de_Acidentes_Maiores_atraves_da_Abordagem_da_Seguranca_Proativa_O_Fator_e_o_Erro_Humano_sao_a_Ponta_do_Iceberg

Mais em:

Link de acesso para mais informações em:

https://gestaoproativawb.blogspot.com/2023/05/capacitacao-e-mentoria-inicial-do-curso.html

A "SEGURANÇA" É CONSTRUÍDA SOCIOTECNICAMENTE.

Saudações,

Prof. Eng. Washington Barbosa, DSc pela COPPE/UFRJ, com atuação profissional desde 1984 em organizações.

Idealizador do Projeto:

Como a Engenharia de Segurança Proativa (ESP) Salva Vidas e Empresas

Vamos Transformar a Gestão da Segurança Fragilizada e Teórica em uma Gestão da Segurança Eficaz e Prática através da ESP




Comentários