Quase tragédia em Congonhas: aviões escapam de colisão e alerta máximo é acionado

 

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Quase tragédia em Congonhas: aviões escapam de colisão e alerta máximo é acionado

Por Washington Barbosa 

O grave incidente registrado em 30 de abril de 2026 no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ganhou contornos ainda mais preocupantes após a confirmação de que os sistemas de alerta de colisão a bordo das duas aeronaves foram efetivamente acionados durante a ocorrência. Um Boeing 737-800 da Gol, em aproximação para pouso, e um Embraer E195-E2 da Azul, em decolagem, ficaram separados por apenas 22 metros na vertical — distância crítica e muito abaixo dos padrões internacionais mínimos de segurança.

Segundo relatos operacionais e registros de comunicação, após o atraso na decolagem da aeronave da Azul, o controle de tráfego aéreo determinou o cancelamento da decolagem e ordenou arremetida ao voo da Gol. Apesar disso, o jato da Azul prosseguiu na corrida de decolagem, enquanto o Boeing iniciou a manobra evasiva. Nesse momento, foi registrado o disparo do Sistema de Alerta de Tráfego e Prevenção de Colisão (TCAS) nas duas aeronaves, camada crítica de segurança projetada justamente para evitar acidentes em situações extremas de perda de separação. Os pilotos receberam alertas automáticos sonoros e visuais, exigindo resposta imediata.

A ativação simultânea do TCAS demonstra que o episódio ultrapassou uma simples irregularidade operacional e alcançou um nível severo de risco sistêmico. Especialistas apontam que houve falha inicial de coordenação ou comunicação, parcialmente compensada por múltiplas barreiras de segurança: percepção do controlador, reação dos pilotos e tecnologia embarcada. Esse encadeamento evitou que o evento evoluísse para uma colisão potencialmente catastrófica em um dos aeroportos mais desafiadores da América Latina.

O Cenipa abriu investigação formal para apurar fatores humanos, operacionais e tecnológicos, enquanto o caso aumenta a pressão sobre DECEA, ANAC e a concessionária Aena para revisão urgente dos protocolos de separação, procedimentos de pista e redundâncias operacionais em Congonhas.

Além da repercussão nacional, o episódio repercutiu internacionalmente entre comunidades de aviação e segurança aérea, sendo apontado como exemplo de como aeroportos saturados dependem cada vez mais de sistemas automáticos e gestão proativa para prevenir tragédias.

Embora o acidente tenha sido evitado, o acionamento real dos alertas anticolisão reforça que Congonhas esteve diante de um dos mais sérios eventos de segurança operacional da aviação brasileira recente — um aviso contundente sobre os limites de infraestrutura, coordenação e margem de erro em ambientes de alta pressão.

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É necessário desenvolver estudos aprofundados sobre grandes acidentes/tragédias, descobri que existem poucos estudos de destaque nesta área, quando desenvolvi minha tese de doutorado, assim como Vaughan em 1999 em um artigo sobre o lado negro das Organizações. É importante compreender como ocorre a Construção Social dos Riscos e congregar as contribuições da Engenharia, da Sociologia e da Psicologia sobre este tema, o Fator Humano/Erro Humano é a ponta do Iceberg, uma proposta neste sentido com o objetivo de Prevenir Acidentes Graves em:

Link do e-book eletrônico da Capacitação da Prevenção de Acidentes Maiores, acesso livre e com mais de 4.000 leituras:

https://www.researchgate.net/publication/376613455_Ebook_Capacitacao_na_Prevencao_de_Acidentes_Maiores_atraves_da_Abordagem_da_Seguranca_Proativa_O_Fator_e_o_Erro_Humano_sao_a_Ponta_do_Iceberg

Mais em:

Link de acesso para mais informações em:

https://gestaoproativawb.blogspot.com/2023/05/capacitacao-e-mentoria-inicial-do-curso.html

A "SEGURANÇA" É CONSTRUÍDA SOCIOTECNICAMENTE.

Saudações,

Prof. Eng. Washington Barbosa, DSc pela COPPE/UFRJ, com atuação profissional desde 1984 em organizações.

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