Tragédia aérea na Bolívia expõe falhas sistêmicas de segurança operacional
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Tragédia aérea na Bolívia expõe falhas sistêmicas de segurança operacional
Por Washington Barbosa
O acidente com o Lockheed C-130H Hércules da Força Aérea Boliviana (FAB-81), ocorrido em 27 de fevereiro de 2026 no Aeroporto Internacional de El Alto, revelou uma combinação crítica de falhas humanas, operacionais e ambientais, reforçando preocupações estruturais sobre governança de segurança na aviação militar e logística estatal boliviana.
A aeronave, que transportava uma remessa de valores destinada ao Banco Central da Bolívia, procedente de Santa Cruz, sofreu uma excursão de pista durante o pouso em condições meteorológicas severas, incluindo chuva intensa, granizo e baixa visibilidade. Após ultrapassar a pista, o avião invadiu vias públicas próximas ao aeroporto, atingindo veículos e causando ao menos 24 mortes, entre tripulantes e civis em solo, além de dezenas de feridos.
Informes preliminares do Ministério da Defesa, da DGAC boliviana e da própria FAB apontaram inicialmente fatores como condições meteorológicas adversas, possível perda de frenagem ou controle direcional, deficiências operacionais na aproximação, falhas de supervisão de segurança e necessidade de investigação aprofundada sobre procedimentos da tripulação e da torre de controle.
Relatórios posteriores indicaram que erros de comunicação, treinamento insuficiente, decisões inadequadas da tripulação e falhas organizacionais ampliaram o risco, configurando uma cadeia de vulnerabilidades típicas de acidentes complexos. O caso também trouxe questionamentos sobre o uso de aeronaves militares para transporte financeiro de alta sensibilidade em condições ambientais críticas.
A Junta de Investigación de Accidentes Aeronáuticos foi formalmente instaurada para determinar responsabilidades técnicas, institucionais e humanas. Autoridades bolivianas destacaram que o evento não foi resultado de uma única falha, mas de múltiplas barreiras de segurança comprometidas simultaneamente.
Especialistas apontam que o acidente reforça temas centrais para segurança proativa:
* Supervisão rigorosa de operações em aeroportos de alta altitude
* Gestão meteorológica crítica
* Cultura organizacional de segurança
* Treinamento avançado de tripulação
* Resiliência institucional frente a operações de risco elevado
A tragédia de El Alto pode se consolidar como um marco regional na discussão sobre segurança operacional integrada na América Latina, especialmente em missões militares-logísticas de elevada complexidade.
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É necessário desenvolver estudos aprofundados sobre grandes acidentes/tragédias, descobri que existem poucos estudos de destaque nesta área, quando desenvolvi minha tese de doutorado, assim como Vaughan em 1999 em um artigo sobre o lado negro das Organizações. É importante compreender como ocorre a Construção Social dos Riscos e congregar as contribuições da Engenharia, da Sociologia e da Psicologia sobre este tema, o Fator Humano/Erro Humano é a ponta do Iceberg, uma proposta neste sentido com o objetivo de Prevenir Acidentes Graves em:
Link do e-book eletrônico da Capacitação da Prevenção de Acidentes Maiores, acesso livre e com mais de 4.900 leituras:
Mais informações da ESP em:
https://gestaoproativawb.blogspot.com/2026/05/engenharia-de-seguranca-proativa-o_7.html
Figura Engenharia de Segurança Proativa
Saudações,
Prof. Eng. Washington Barbosa, DSc pela COPPE/UFRJ, com atuação profissional desde 1984 em organizações.
Coordenador do Laboratório de Pesquisa da Engenharia de Segurança Proativa (LaPESP)
Vamos Transformar a Gestão da Segurança Fragilizada e Teórica para Eficaz e Prática através da Engenharia de Segurança Proativa (ESP): o Método Brasileiro que Salva Vidas e Empresas



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