Grupo de Pesquisa Engenharia de Segurança Proativa: o Método Brasileiro de Prevenir Tragédias
Figura 2
Grupo de Pesquisa Engenharia de Segurança Proativa: o Método Brasileiro de Prevenir Tragédias
e
Laboratório de Pesquisa Engenharia de Segurança Proativa (LaPESP)
1. Apresentação
A crescente complexidade dos sistemas sociotécnicos exige novas abordagens para a prevenção de acidentes, superando modelos baseados exclusivamente na investigação de falhas e no atendimento às exigências legais. A Engenharia de Segurança Proativa propõe uma mudança de paradigma ao priorizar a identificação antecipada de riscos, o fortalecimento das capacidades organizacionais, a aprendizagem contínua e a integração entre engenharia, gestão, fatores humanos e inovação tecnológica.
Nesse contexto o Grupo de Pesquisa Engenharia de Segurança Proativa é destinado à produção científica, tecnológica e à formação de recursos humanos voltados ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a prevenção de acidentes ocupacionais, industriais, ambientais e de processo.
2. Justificativa
Apesar dos avanços regulatórios, acidentes de trabalho, acidentes ampliados e eventos catastróficos continuam produzindo elevados impactos humanos, sociais, ambientais e econômicos.
A literatura científica demonstra que a maioria desses eventos decorre da interação entre fatores técnicos, organizacionais, humanos e gerenciais, exigindo abordagens sistêmicas e interdisciplinares.
A Engenharia de Segurança Proativa amplia esse entendimento ao incorporar conceitos como:
• antecipação de riscos;
• aprendizagem organizacional;
• confiabilidade humana;
• gestão da segurança;
• liderança preventiva;
• inteligência organizacional;
• gestão integrada de riscos.
O grupo consolida uma linha nacional de pesquisa capaz de integrar Segurança do Trabalho, Segurança de Processos, Ergonomia, Fatores Humanos, Gestão de Riscos, Inteligência Artificial e Engenharia da Confiabilidade.
3. Missão
Produzir conhecimento científico e tecnológico capaz de transformar a prevenção de acidentes por meio da Engenharia de Segurança Proativa, promovendo ambientes de trabalho mais seguros, resilientes e sustentáveis.
4. Visão
Consolidar-se como referência nacional e internacional em pesquisas voltadas à Engenharia de Segurança Proativa, contribuindo para políticas públicas, inovação tecnológica e excelência operacional.
5. Valores
• Ética científica
• Valorização da vida
• Sustentabilidade
• Interdisciplinaridade
• Inovação
• Excelência
• Cooperação institucional
• Responsabilidade social
6. Objetivo Geral
Desenvolver pesquisas científicas e tecnológicas voltadas ao aprimoramento dos sistemas de gestão de riscos por meio da Engenharia de Segurança Proativa.
7. Objetivos Específicos
• Desenvolver modelos preditivos para prevenção de acidentes.
• Investigar fatores humanos e organizacionais relacionados aos acidentes.
• Desenvolver indicadores proativos de desempenho em segurança.
• Desenvolver metodologias de aprendizagem organizacional.
• Produzir métodos de investigação sistêmica de acidentes.
• Desenvolver modelos de gestão e liderança em segurança.
• Contribuir para políticas públicas em segurança ocupacional e industrial.
8. Linhas de Pesquisa
Linha 1
Analise de Estudos de Casos de Acidentes Maiores através da Engenharia de Segurança Proativa (ESP)
Linha 2
Aplicação dos Times de Aprimoramento das Operações e da Segurança em Organizações (TAOS)
9. Metodologias de Pesquisa
O grupo utilizará metodologias quantitativas, qualitativas e mistas, incluindo:
• Revisões sistemáticas;
• Estudos de caso;
• Pesquisa-ação;
• Sistemas Sociotécnicos.
10. Produtos Esperados
• Artigos científicos;
• Livros;
• Capítulos de livros;
• Softwares;
• Plataformas digitais;
• Indicadores de desempenho;
• Protocolos técnicos;
• Guias de boas práticas;
• Cursos de capacitação;
• Projetos de extensão;
• Cooperação internacional.
11. Formação de Recursos Humanos
O grupo atuará na formação de:
• graduandos;
• pós-graduandos;
• pesquisadores;
• profissionais da indústria;
• gestores públicos.
12. Parcerias Estratégicas
O grupo buscará cooperação com universidades, centros de pesquisa, empresas, órgãos governamentais e organismos internacionais para desenvolvimento de pesquisas colaborativas.
13. Indicadores de Desempenho
• Publicações científicas anuais.
• Projetos financiados.
• Teses e dissertações concluídas.
• Patentes depositadas.
• Tecnologias desenvolvidas.
• Eventos científicos realizados.
• Cooperações internacionais.
• Formação de recursos humanos.
• Impacto social das pesquisas.
15. Impactos Esperados
Espera-se contribuir para a redução de acidentes de trabalho e de processo, o fortalecimento da cultura de segurança, o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, a melhoria da gestão organizacional, o apoio à formulação de políticas públicas e a formação de profissionais altamente qualificados. A proposta busca consolidar a Engenharia de Segurança Proativa como um campo científico interdisciplinar, promovendo a integração entre pesquisa, inovação e aplicação prática em benefício da sociedade e das organizações.
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Trilha de Capacitação da Engenharia de Segurança Proativa (ESP): o Método Brasileiro de Prevenir Tragédias:
- capacitação inicial, através de curso teórico;
- capacitação plena, através de mentoria em estudos de casos;
- capacitação auditor, através de mentoria na atividade;
- capacitação pesquisador/instrutor, através de mentoria na atividade.
A ESP é uma proposta complementar aos métodos tradicionais de Gestão de Riscos e focado na Prevenção de Acidentes Maiores e Tragédias.
A proposta da ESP já está validada e premiada através de uma tese de doutorado da COPPE UFRJ, e pela aplicação dos Times de Aprimoramento das Operações e da Segurança (TAOS)
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Componentes do Laboratório de Pesquisa da Engenharia de Segurança Proativa (LaPESP):
Coordenador e Pesquisador
Vídeo da Engenharia de Segurança Proativa Podcast com Álvaro Domingues
Vídeo do Phd Marko Solimaqui validando a proposta da Engenharia de Segurança Proativa
Instrutor e Pesquisador
Bruno Rafael Almeida Viana é Chefe da área de Gerenciamento de Resíduos Perigosos e Não Perigosos de Farmanguinhos/Fiocruz, biólogo e especialista em Engenharia Ambiental e Educação Ambiental, com mais de 10 anos de experiência em gestão ambiental, sustentabilidade e gerenciamento de resíduos. Atua em projetos de sustentabilidade, auditorias, monitoramento de indicadores, conformidade legal e implementação do Sistema de Gestão Ambiental, conforme a norma ISO 14001. É membro da Comissão Interna de Biossegurança e da Comissão Gestora da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) da Fiocruz, contribuindo para o fortalecimento de práticas sustentáveis na gestão pública.
Aplicação dos Times de Aprimoramento das Operações e Segurança (TAOS) na Central de Armazenamento Temporário de Resíduos Perigosos do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz):
A gestão de resíduos perigosos em instituições farmacêuticas demanda abordagens capazes de integrar conformidade regulatória, prevenção de acidentes e melhoria contínua dos processos. Entretanto, as práticas de gestão ainda são predominantemente orientadas pelo atendimento às exigências legais, com limitada adoção de metodologias estruturadas de gestão proativa.
Neste estudo, implementei a metodologia Time de Aprimoramento de Operações e Segurança (TAOS), fundamentada na Engenharia de Segurança Proativa (ESP), na Central de Armazenamento Temporário de Resíduos Perigosos do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), promovendo sua aplicação em um contexto ainda não descrito na literatura. O objetivo foi avaliar a eficácia da transferência metodológica do TAOS para o aprimoramento da gestão operacional, da infraestrutura, dos equipamentos e da segurança no gerenciamento de resíduos perigosos. A pesquisa foi conduzida por meio de um estudo de caso, envolvendo visitas técnicas, mapeamento dos processos, avaliação das condições estruturais, análise das máquinas e equipamentos e verificação da conformidade com a RDC nº 222/2018 da Anvisa. A implementação do ciclo metodológico do TAOS permitiu identificar vulnerabilidades sistêmicas e oportunidades de melhoria que extrapolam as abordagens convencionais baseadas exclusivamente na conformidade normativa, resultando na reorganização das áreas de armazenamento, adequações estruturais, aperfeiçoamento das condições operacionais, fortalecimento da capacitação das equipes e implantação de uma gestão dinâmica de riscos. Os resultados evidenciam que a transferência da metodologia proporcionou maior capacidade de antecipação de riscos, incremento da segurança ocupacional, aumento da eficiência operacional e fortalecimento da sustentabilidade dos processos.
Auditor e Pesquisador:
Daniel Moraes Lotto é profissional com mais de 25 anos de experiência em engenharia de manutenção, automação industrial e gestão de projetos, atuando em empresas de grande porte dos setores automotivo, industrial e de infraestrutura. Ao longo de sua carreira, consolidou expertise na implantação de normas regulamentadoras como a NR12, em metodologias de produtividade (TPM, RCM, Lean, Six Sigma) e em projetos de transferência industrial de alta complexidade. Possui formação em Tecnolgia de Automação Industrial pela Fatec de São Bernardo do Campo e Gerenciamento de Projetos pelo Senac São Paulo, além de dezenas de cursos de especialização em suas áreas de atuação.
Artigos elaborados com base na ESP:
O colapso da Ponte Morandi sob a ótica da Engenharia de Segurança Proativa
O acidente do Therac-25 e as lições para a Engenharia de Segurança Proativa em sistemas críticos
A importância do monitoramento dinâmico da segurança: aprendendo com erros passados (comparação entre Therac-25 e 737 MAX)
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É necessário desenvolver estudos aprofundados sobre grandes acidentes/tragédias, descobri que existem poucos estudos de destaque nesta área, quando desenvolvi minha tese de doutorado, assim como Vaughan em 1999 em um artigo sobre o lado negro das Organizações. É importante compreender como ocorre a Construção Social dos Riscos e congregar as contribuições da Engenharia, da Sociologia e da Psicologia sobre este tema, o Fator Humano/Erro Humano é a ponta do Iceberg, uma proposta neste sentido com o objetivo de Prevenir Acidentes Graves em:
Link do e-book eletrônico da Capacitação da Prevenção de Acidentes Maiores, acesso livre e com mais de 4.900 leituras:
Mais informações da ESP em:
https://gestaoproativawb.blogspot.com/2026/05/engenharia-de-seguranca-proativa-o_7.html
Figura Engenharia de Segurança Proativa
Saudações,
Prof. Eng. Washington Barbosa, DSc pela COPPE/UFRJ, com atuação profissional desde 1984 em organizações.
Coordenador do Laboratório de Pesquisa da Engenharia de Segurança Proativa (LaPESP)
Vamos Transformar a Gestão da Segurança Fragilizada e Teórica para Eficaz e Prática através da Engenharia de Segurança Proativa (ESP): o Método Brasileiro que Salva Vidas e Empresas







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