3o. Periódico da Engenharia de Segurança Proativa




Caros(as), este é o terceiro periódico da Engenharia de Segurança Proativa.

Selecionamos 6 conteúdos de notícias atuais e artigos na temática do periódico. 

Quem se interessar em participar da organização e publicação no periódico, pode entrar em contato através do e-mail:

washington.fiocruz@gmail.com 

Nesta edição temos a participação de organizadores e autores de conteúdo:

Adrián Aguirre Flores, Bruno Viana, Dayanni Brito, Diógenes Calheiros, Elizabeth Cox, Gilberto da Silva, Guilherme Dantas, Humberto Telles, Johan Barbosa, Lailson Lima, Manuela Palma, Márcio Leite, Mauro Trajano, Murilo Santos, Roberto Mauricio, Sergio Hoeflich, Victor Costa e Victor Nazareth.

Idéia Inicial do periódico:

Olá pessoal, a Engenharia de Segurança Proativa está ganhando mais consistência e conteúdo, além dos artigos e contribuições já desenvolvidos e publicados, artigos e trabalhos estão sendo encaminhados, temos também as contribuições do grupo de Whatsapp específico na temática, ganhando relevancia.

Gostaria de fazer um chamado para desenvolvermos um períodico das nossas contribuições.

A idéia é divulgar este periódico de forma contínua.

Será uma publicação contínua e dinâmica na temática, com noticias do Brasil e do mundo.

Juntos Somos Mais Fortes!

Saudações,

Prof. Eng. Washington Barbosa, DSc pela COPPE/UFRJ

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Conteúdos desta terceira edição:

1 - Como Prevenir Tragédias: Capacitação Exclusiva em Engenharia de Segurança Proativa com Dr. Washington



2 - Fragilização da Segurança;



3 - O Que é e Qual a Importância do Parecer CFE 19 de 1987;



4 - Avião da Força Aérea da Bolívia com carga de dinheiro sai da pista e causa mortes em avenida;


5 - Milão: bonde descarrila no centro e deixa mortos e dezenas de feridos;




6 - Análise da Tragédia de Juiz de Fora pela ótica da Engenharia de Segurança Proativa.

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Link do primeiro periódico da Engenharia de Segurança Proativa em:

https://gestaoproativawb.blogspot.com/2026/02/periodico-da-engenharia-de-seguranca.html?m=1

Link do segundo periódico da Engenharia de Segurança Proativa em:

https://gestaoproativawb.blogspot.com/2026/02/2o-periodico-da-engenharia-de-seguranca.html

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1 - Como Prevenir Tragédias: Capacitação Exclusiva em Engenharia de Segurança Proativa com Dr. Washington



Como Prevenir Tragédias: Capacitação Exclusiva em Engenharia de Segurança Proativa com Dr. Washington

A ANDEST promove capacitação on-line *Prevenir Tragédias através da Engenharia de Segurança Proativa* a ser realizada no dia 07 de março, das 09h às 12h, com carga horária de 3 horas e turmas limitadas a 20 a 30 participantes.

O conteúdo programático abrange: Introdução ao tema, Trajetória da Pesquisa, Quadro Referencial Teórico, Framework da Segurança Proativa, Estudos de Caso, Capacitação, Resultados, Conclusões e Orientações para aplicação prática no trabalho.

Será ministrado pelo Prof. Eng. Washington Barbosa, DSc pela COPPE/UFRJ, com atuação profissional desde 1984 em organizações de diferentes setores, nas funções de gestão, técnica e operacional. É protagonista no aprimoramento das operações e da segurança organizacional por meio da Segurança Proativa, Contemporânea e Impulsionadora das Organizações (Segurança PCI), das Tecnologias da Engenharia e Abordagem da Segurança Proativa (ESP e ASP)

Público: Profissionais de nível superior, técnicos e operacionais (foco é montar turmas multidisciplinares)

Link de inscrição:


Faça já sua inscrição.
Nos vemos lá.



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2 - Fragilização da Segurança:



Prevenção de Acidentes Maiores e Tragédias: Superando a Fragilização da Segurança com a Engenharia de Segurança Proativa

A fragilização da Segurança nas organizações modernas não ocorre de forma abrupta. Ela é resultado de um processo gradual marcado pelo excesso de propostas teóricas, pela adoção de modelos pouco validados e pela ausência de integração entre segurança e gestão estratégica. Multiplicam-se conceitos, metodologias e discursos inovadores, mas muitos carecem de aplicação prática consistente e de comprovação de resultados. Esse cenário enfraquece a Gestão da Segurança e aumenta a vulnerabilidade das organizações diante de Acidentes Maiores e Tragédias.

Mais informações em:


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3 - O QUE É E QUAL A IMPORTANCIA DO PARECER Nº19/87

A ANDEST do Brasil – Associação Nacional dos Engenheiros  de Segurança do Trabalho, CNPJ 42.990.550/0001-45, instituição sem fins lucrativos e de utilidade pública, possui como objetivo principal a valorização da docência e o estímulo a melhoria contínua do oferecimento dos cursos de pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho. São associados, professores e profissionais que se dedicam ao ensino da Segurança do Trabalho. Foi fundada em 2005 e desde então atua estimulando a atualização dos conteúdos programáticos destes cursos em todo o território nacional, inclusive possui um “Observatório do Ensino da Segurança do Trabalho” que publica seus conteúdos na “Revista do Ensino da Engenharia de Segurança do Trabalho”.

 O Parecer 19/87 da Secretaria de Educação Superior (SESU) do Conselho Federal de Educação do Ministério de Educação elaborou proposta de Currículo Básico do curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, em atendimento ao instituído 
pela Lei no 7.410/85 regulado pelo Decreto no 92.530/86. 

O Parecer em tela foi elaborado por uma comissão de especialistas da SUPES/SESU do CFE, CONFEA, CESng (SBSU) e SSMT/MTb colhendo subsídios de diversos professores de instituições de ensino que ministravam esta pós-graduação, em atendimento ao 
disposto na Lei nº 7.410/85, e Decreto nº 92.530/86. A comissão, levou em conta contribuições recebidas a partiu do pressuposto de que: “A Engenharia de Segurança do Trabalho deve voltar-se precipuamente para a proteção do trabalhador em todas as unidades laborais no que se refere a questão de segurança, incluindo higiene do trabalho”. A 
estrutura curricular que resultou então, para a formação do profissional especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho, foi a partir da análise aprofundada das várias propostas examinadas.

 O currículo e carga horária estabelecido pelo Parecer CFE 19/87 é o mínimo necessário para a pós-graduação especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, a época quando havia somente 27 Normas Regulamentadoras em Segurança e Saúde do Trabalho aprovadas pela Portaria no 3.214/78 do Ministério do Trabalho.

Vale lembrar que a ANDEST do Brasil preocupada com a formação dos egressos desta especialização, em nível de pós-graduação, que é a única criada por lei e que gera atribuições 
profissionais, apresentou proposta ao MEC, de atualização do conteúdo programático mínimo e aumento da carga curricular para 800 horas/aulas, em 2008, o que até o momento não obteve retorno.

Deste modo somos não apenas pela manutenção do Parecer nº19/87, assim como pela sua atualização, ampliando o conteúdo programático mínimo relacionados as competências e habilidades necessárias para a excelência da formação do futuro egresso cujo exercício profissional se refere a proteção da integridade física dos trabalhadores e por conseguinte da força de trabalho brasileira. 

Prof.ª Honoris Causa Elizabeth Cox 
Presidente da ANDEST do Brasil 

andestdobrasil@gmail.com

Seja associado a ANDEST do Brasil –


Pessoa Física ou Jurídica.

Parecer 19/87CFE – acesse:


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4 - Avião da Força Aérea da Bolívia com carga de dinheiro sai da pista e causa mortes em avenida:


Avião da Força Aérea da Bolívia com carga de dinheiro sai da pista e causa mortes em avenida

Um avião militar Hércules C-130 da Força Aérea da Bolívia saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Internacional de El Alto, cidade vizinha à capital La Paz, na tarde de sexta-feira, e avançou por uma avenida movimentada, deixando mortos e feridos, segundo autoridades e relatos da imprensa internacional.

De acordo com o Ministério da Defesa e com o diretor nacional dos Bombeiros, Pável Tovar, pelo menos 15 pessoas morreram e cerca de 30 ficaram feridas após a aeronave colidir com veículos e estruturas urbanas ao ultrapassar os limites da pista por volta das 18h no horário local, 19h em Brasília. Há informes que indicam que o número de mortos pode ser ainda maior, mas os dados seguem em atualização.

Mais informações na descrição do vídeo em:


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5 - Milão: bonde descarrila no centro e deixa mortos e dezenas de feridos:



Um grave acidente com transporte público abalou a cidade de Milão na tarde de sexta-feira (27). Um bonde da linha 9 descarrilou em uma das avenidas mais movimentadas da região central e colidiu contra a fachada de um prédio comercial, provocando ao menos duas mortes e dezenas de feridos.

De acordo com as autoridades locais, o veículo saiu dos trilhos durante o trajeto e avançou desgovernado por alguns metros antes do impacto. Testemunhas relataram que o bonde aparentava estar em velocidade elevada no momento do acidente. Passageiros foram arremessados dentro do vagão, enquanto pedestres que caminhavam pela via também foram atingidos.

Mais informações na descrição do vídeo em:


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6 - Análise da Tragédia de Juiz de Fora pela ótica da Engenharia de Segurança Proativa:


Tragédia Anunciada em Juiz de Fora: Deslizamentos, Falhas Sistêmicas e a Engenharia de Segurança Proativa

Resumo

Este artigo analisa a tragédia das enchentes e deslizamentos ocorrida em fevereiro de 2026 em Juiz de Fora, na região da Zona da Mata Mineira, com impacto também em Ubá. O desastre resultou em mais de 60 mortes, dezenas de desaparecidos e milhares de desalojados, evidenciando vulnerabilidades estruturais, urbanísticas e institucionais. A análise é desenvolvida a partir da Engenharia de Segurança Proativa de Washington Ramos Barbosa, utilizando os modelos da Abordagem Sociotécnica Estruturada, da Gestão Dinâmica de Riscos e da Visão Sistêmica da Segurança integrada às demais áreas organizacionais e governamentais.

Introdução

Em fevereiro de 2026, chuvas excepcionais atingiram a Zona da Mata Mineira, provocando enchentes e deslizamentos de grande magnitude. Em Juiz de Fora, bairros situados em encostas e margens de cursos d’água foram fortemente impactados. O volume acumulado de precipitação superou significativamente a média histórica para o período, desencadeando colapsos de taludes, soterramentos e destruição de moradias.

A progressão histórica de ocorrências anteriores já indicava instabilidade recorrente em determinadas áreas urbanas, configurando um cenário de risco crescente ao longo do tempo. Especialistas associaram o evento à combinação de relevo montanhoso, urbanização acelerada, vulnerabilidade social e intensificação de extremos climáticos.

O desastre evidencia que fenômenos naturais tornam-se tragédias quando encontram sistemas urbanos fragilizados e ausência de prevenção estruturada.

Análise

Abordagem Sociotécnica Estruturada

A Abordagem Sociotécnica Estruturada entende que o risco emerge da interação entre fatores técnicos e sociais. Em Juiz de Fora, o relevo acidentado e a ocupação urbana em áreas de encosta compõem um ambiente de alta suscetibilidade geotécnica. A insuficiência de infraestrutura de drenagem, contenção e estabilização de taludes ampliou a exposição da população.

Estudos prévios já apontavam elevado número de moradores em áreas classificadas como de risco. O problema não estava restrito à geologia, mas à governança do território. A existência de dados e alertas, sem correspondente ação estrutural consistente, caracteriza falha sociotécnica sistêmica.

Gestão Dinâmica de Riscos

A Gestão Dinâmica de Riscos pressupõe monitoramento contínuo, análise preditiva e intervenções adaptativas. A progressão histórica de eventos pluviométricos intensos e pequenos deslizamentos configurava indicadores antecipatórios. Entretanto, a gestão manteve-se predominantemente reativa.

A intensificação de eventos extremos no Sudeste brasileiro exige políticas públicas adaptativas permanentes, investimentos em infraestrutura resiliente e revisão constante dos mapas de risco. A ausência de uma gestão dinâmica integrada transformou risco conhecido em desastre consumado.

Visão Sistêmica da Segurança com Outras Áreas da Organização

A Visão Sistêmica da Segurança propõe integração entre planejamento urbano, meio ambiente, infraestrutura, assistência social, defesa civil e gestão orçamentária. A tragédia revelou fragmentação institucional. A segurança não estava plenamente integrada às decisões estratégicas sobre ocupação territorial e investimentos preventivos.

A Engenharia de Segurança Proativa defende que a segurança seja tratada como eixo estruturante da governança, com indicadores preventivos, gestão integrada de dados, auditorias técnicas periódicas e coordenação intersetorial. Sem essa visão sistêmica, cada área atua isoladamente, reduzindo a eficácia preventiva e ampliando vulnerabilidades acumuladas.

Conclusão

A tragédia em Juiz de Fora e Ubá resultou da convergência entre evento climático extremo e vulnerabilidades estruturais consolidadas ao longo do tempo. A curva histórica de deslizamentos simboliza um indicador crítico não tratado com a profundidade necessária.

Sob a ótica da Engenharia de Segurança Proativa de Washington Ramos Barbosa, o caso demonstra que a prevenção exige monitoramento técnico contínuo e leitura prospectiva de indicadores, integração sistêmica entre áreas técnicas e administrativas, planejamento urbano fundamentado em mapeamentos atualizados de risco, políticas públicas estruturantes e permanentes, além de comunicação clara e educação comunitária.

A transformação de cidades vulneráveis em sistemas urbanos resilientes depende da consolidação de uma abordagem sociotécnica estruturada, da implementação efetiva da gestão dinâmica de riscos e da incorporação da segurança como elemento central da estratégia organizacional e governamental.

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